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| MELASMA, Tratamentos em Clínicas Estéticas |
Antes de decidir por um tratamento em uma clínica estética do melasma é necessário consultar um médico especialista na área, pois ele dirá qual tipo de procedimento estético é mais eficaz para tratar o tipo de melasma de cada paciente.
Os tratamentos com laser devem ser ponderados e não há consenso em longo prazo dos benefícios deles para melasma, possuindo assim muitas variáveis possíveis, variáveis positivas e negativas. Os lasers são indicados somente em casos mais resistentes do melasma quando não respondem a nenhum tratamento inicial com medicamentos. Atualmente existem dois aparelhos que atendem as necessidades de um tratamento a laser para o melasma: a Luz Intensa Pulsada e o Nd:Yag.
O clareamento da região pode acontecer, mas como não há cura os demais cuidados, como fotoproteção e dieta regulada, continuam com a mesma importância. O laser é uma prática mais duradoura e que demora mais para a mancha reaparecer, mas de procedimentos estéticos os mais procurados e aplicados são os peelings químicos, que geralmente necessitam de 3 a 5 sessões para obter o clareamento satisfatório.
1. Tratamentos a Laser
Os tratamentos a laser para melasma são apenas em casos excepcionais, isto é, quando mesmo após os tratamentos tradicionais a mancha não apresenta nenhum clareamento. Na maioria dos casos o sucesso ao remover a mancha existe, mas em grande parte dos casos a mancha volta pior na pele, este é o chamado efeito reboot que ocorre nos pacientes, eles são tratados, passam um tempo satisfeitos e voltam às clínicas com o mesmo problema novamente e muitas vezes agravado. Das máquinas de laser apenas duas são satisfatórias para utilizar em casos de melasma e apresentaremos aqui.
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| melasma, Tratamentos em Clínicas Estéticas Luz Pulsada |
1.1 Luz Intensa Pulsada
A luz intensa pulsada é um método utilizado para o rejuvenescimento, redução de manchas e pequenos vasos sanguíneos na pele. O tratamento com luz intensa pulsada é um tratamento inteligente, pois o aparelho atinge apenas os seus alvos: pigmentos vermelhos e pretos. A tecnologia faz com que o número de vasos sanguíneos alargados (pigmentos vermelhos) e manchas escuras (pigmentos pretos) sejam removidos sem lesionar o restante da superfície da pele.
Um ponto positivo da luz intensa pulsada é que não irrita áreas desnecessárias da pele, como no tratamento de peelings químicos. No entanto, a máquina que produz a luz pulsada emite alguns outros lasers que atingem áreas além das desejadas pelo tratamento, mas as máquinas de nova tecnologia, que emite luz intensa pulsada, utilizam um foco de onda específico com direção reta a máquina que usa luz pulsada emite várias ondas de comprimentos diferentes e direções variadas, assim danificando células saudáveis da pele.
A máquina depois de aquecer a pele e atingir os pigmentos pretos do melasma já melhora o aspecto geral da pele. É um dos procedimentos mais utilizados pelos dermatologistas e apesar de estar no mercado há anos não tem nada de ultrapassado. É considerado um dos melhores métodos para conservar a pele jovem.
O processo é um pouco doloroso por causa do calor do laser, mas há equipamentos na máquina que reduzem o desconforto da aplicação do laser. Há um equipamento que emite um ar gelado, cerca de 10 °C a 20 °C negativos, e isso disfarça a dor provocada pelo calor do laser, além desse aparelho tem o creme anestésico que é bastante eficaz. A luz intensa pulsada serve para vários tipos de tratamento, mas para o melasma o foco é nos pigmentos pretos que formam as manchas no rosto.
Entre prós e contras do uso dessa técnica está a fácil remoção das manchas no rosto e a manutenção da saúde da pele, pois a máquina não danifica as células que não estão em foco. Como contra está a falta de conhecimento sobre os danos ou benefícios que podem existir no corpo após o tratamento e em longo prazo, logo essas incógnitas faz com que os tratamentos a lasers, por mais inteligentes que sejam, passem a ser pouco recomendados para os pacientes.
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| melasma, Tratamentos em Clínicas Estéticas Laser Nd Yag |
1.2 Laser Nd:Yag
O Nd:Yag significa Neodímio YAG (ítrio-alumínio-granada) é um dispositivo que emite diversos pulsos de alta energia em espaços breves de tempo, na casa dos nano segundos, e o comprimento da onda é de 1064 nm correspondente as ondas infravermelho. Possui um espectro amplo de ação e por isso é muito recomendado por dermatologistas para atividades desde depilação até remoção de tatuagens. As marcas mais famosas e confiáveis do laser Nd:Yag são a Vektra, Elektra e o Laser Spectra. As marcas são as mais utilizadas no tratamento e controle do melasma e é recomendado que o tratamento seja realizado por um médico dermatologista.
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| melasma, Tratamentos em Clínicas Estéticas Lasers-Vektra-Spectra |
1.2.1 Laser Vektra QS
O Laser Vektra atua emitindo uma onda de energia extremamente rápida que quebra o fragmento com uma onda de choque. Os pigmentos fragmentados são fagocitados e eliminados posteriormente pelas células. O laser tem alta especificidade pelos pigmentos, assim com a de luz intensa concentrada, e não agride a área ao seu redor. A máquina não aquece a pele por causa da alta velocidade do feixe de laser e assim é mais seguro para o tratamento de melasma. Não há contra indicações dessa marca.
1.2.2 Spectra
A Spectra atua da mesma maneira da Vektra, pois são praticamente a mesma coisa. O diferencial é que as sessões com essa marca são mais rápidas é o único tratamento a laser para melasma aprovada pela FDA e o índice de melhora da hipermelanose é de 92%. Para o tratamento do melasma a ação do laser é gradual e lenta, diferente de outros tratamentos realizados pelo mesmo aparelho. Essa lentidão é necessária para que seja evitado o ressurgimento ou agravamento do caso de melasma. São necessárias 10 sessões, no mínimo, para obtenção dos resultados, as sessões são semanais e duram cerca de 20 minutos.
1.2.3 Elektra
O laser Elektra age da mesma maneira dos outros lasers e é muito utilizado pelos dermatologistas. As indicações de usos dessa marca são muitas: olheiras, manchas, rosáceas, rejuvenescimentos, estímulo do colágeno, pigmentação provocada por cicatrizes de acne e manchas profundas, incluindo as desencadeadas por pós-laser, pós-cirúrgicos e pós queimaduras.
Diferente da Spectra as indicações são de 3 sessões mínimas para o melasma, então não se sabe o quanto se deve confiar nessa marca.
As máquinas que utilizam a tecnologia Nd:Yag funcionam de uma forma inteligente e trazem satisfação para os pacientes, pois diferentemente do aparelho de luz intensa pulsada que causa dor pelo calor excessivo essas máquinas agem de maneira indolor e sem queimar a pele, que é um ponto positivo para os que possuem melasma porque evitará o efeito reboot, a volta do paciente com o problema agravado.
No entanto, nem tudo são flores nessa área, pois a técnica Nd:Yag pode causar alguns efeitos colaterais indesejados como manchas hipocrômicas (manchas claras), cicatrizes tipo quelóide, vermelhidão, hiperticose paradoxal (crescimento repentino de pelos), irritação, coceiras e pequenas feridas na pele, mas esses são risco mínimos que raramente aparecem após o tratamento.
O tratamento de melasma com essa tecnologia já mostra resultados na primeira sessão, mas os resultados satisfatórios só aparecem, em geral, após três meses de tratamento. Depende da quantidade de pigmento que existe na mancha e da dificuldade de retirá-la.
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| melasma, Tratamentos em Clínicas Estéticas Peeling Químico |
2. Peeling químico
O peeling químico é um procedimento que, no melasma, atua retirando de forma mecânica a parte superficial da mancha. O peeling químico consiste na aplicação de substâncias combinadas sobre a pele, que promovem a descamação, removendo as células mortas e renovando a pele.
Durante o processo as camadas mais profundas da pele são estimuladas a produzir mais colágeno tornando a pele mais clara, macia, firme e lisa. As recomendações desse tratamento são para remoção de cicatrizes, redução de rugas, manchas e envelhecimento da pele. As substâncias mais utilizadas nesse método são o ácido glicólico, ácido retinóico, ácido mandélico, ácido lático, ácido salicitico, ácido tricolacético, solução de Jessner, Pasta de Resorcina, fenol e algumas outras.
De acordo com os produtos usados e suas concentrações o peelings podem ser superficiais, médios e profundos. A preparação da pele com cremes para uniformizá-la é essencial, pois com isso é possível obter maior velocidade de reparação e menores chances de complicações. O médico responsável pode indicar medicamentos antivirais para os pacientes e também recomendará a utilização de filtro solar.
O paciente não deve arrancar a pele que está descamando, pois ela cairá naturalmente.
- Peeling Superficial: no peeling superficial a combinação de substâncias químicas usadas nesse peeling atinge apenas a camada superficial da pele, a epiderme, e por isso é um procedimento considerado seguro. Esse tratamento causa uma fina descamação e estimula a renovação do colágeno proporcionando firmeza à pele. As manchas de melasma dependendo de sua profundidade necessitarão desse peeling superficial e de um mais profundo com concetração maior das substâncias utilizadas.
As sessões para obter resultado satisfatório devem ser seis no total e podem ter intervalo de 20 dias. E devem ter manutenção de através de peelings entre seis e doze semanas. A técnica não afasta o paciente dos seus afazeres do dia-a-dia e pode deixá-lo fora da sua rotina por no máximo um dia. O único efeito colateral é o avermelhamento leve na pele e a descamação que melhoram em poucos dias.
- Peeling Médio: nesse método é necessário um cuidado aumentado, pois a concentração das substâncias é consideravelmente maior do que a do peeling superficial. Esse tipo de tratamento é bem mais agressivo que o anterior e necessita de mais atenção nos cuidados da pele porque ultrapassa a camada superficial da pele e atinge a derme. A tolerância a dor varia de paciente para paciente e alguns necessitam de anestesia durante o tratamento. A cicatrização desse processo geralmente demora quatro dias e a pele fica vermelha e com cascas grossas, de tom marrom.
É preciso no mínimo um mês para voltar ao seu tom natural e é indicada para o melasma dérmico. O paciente deve manter repouso até o a descamação terminar, que pode demorar até sete dias, e é possível camuflar com maquiagem a vermelhidão da pele até que ela se recupere totalmente e voltar à rotina normal. Esse peeling deve ser realizado em média de seis em seis meses.
- Peeling Profundo: as concentrações altas dos compostos utilizados nesse tratamento atingem a epiderme, a camada superficial da derme e a derme profunda e isso pede em todas as aplicações anestesia e em alguns casos, sedação. O tempo de cicatrização após a sessão desses peelings é de 15 a 20 dias, mas em compensação o estímulo de colágeno é potencializado acentuadamente, favorecendo o rejuvenescimento da pele. O uso desse procedimento para melasma é nos casos dérmicos e mistos. As concentrações dos ácidos dessas substâncias atingem até 50% e isso explica o porquê dessa técnica ser tão agressiva.
Para o tratamento de melasma essa técnica tratará da mancha e ainda trata as rugas e cicatrizes e acne no rosto. Como efeito colateral aparece a vermelhidão da pele, que pode durar um mês, formação de cascas e crostas, que devem cair naturalmente em até 15 dias. É proibida a exposição ao Sol por no mínimo dois meses, pois pele ainda está regenerando a derme e tal exposição poderia desencadear uma queimadura grave na pele. É obrigatório também o uso de protetores solar com FPS alto.
O peeling necessita de um intervalo mínimo de oito meses por ser muito intenso.
Os peelings faciais químicos mais eficazes são: o peeling químico com ácido retinóico, peeling químico com ácido glicólico, peeling químico com ácido salicílico e peeling de diamante.
2.1 Peeling químico com ácido Retinóico
O peeling consiste na aplicação desse ácido sobre a pele a fim de promover a descamação progressiva da derme e consequetemente estimulando a produção do colágeno reorganizando as fibras elásticas danificadas pela exposição solar. Ele é utilizado no tratamento do melasma dérmico e misto. As aplicações recomendadas em média desse peeling são de 3 a 6 com intervalo de duas semanas para nova aplicação buscando atingir bons resultados. Esse tratamento é contra indicado em pacientes que possuem fototipo alto, com pele muito sensíveis, gestantes e para pacientes com sensibilidade ao ácido retinóico.
2.2 Peeling com ácido Glicólico
Ao utilizar esse ácido o procedimento pode ser o de peeling químico superficial ou o de peeling médio, utilizando-o em concentrações maiores do que as dos cremes. O tratamento para a aplicação desse procedimento ocorre dias antes com a aplicação de cremes tópicos pré-peeling a base de ácidos indicados sobre prescrição médica visando aperfeiçoar o processo. A concentração do ácido é de 50% no peeling superficial e 70% no peeling médio e por ter essas altas concentrações deve ser aplicado única e exclusivamente por médicos nas clínicas ou consultórios.
A aplicação do ácido se inicia limpando a área e depois aplicando a solução química na pele e deixando-a agir por um tempo de 10 a 25 minutos. Após o tratamento a apresenta avermelhamento e descamação do segundo ao quinto dia em peelings superficiais.
O tempo de recuperação dos peelings médios é maior, cerca de 7 a 15 dias. No pós-peeling é preciso aplicar protetor solar no mínimo três vezes ao dia na região de tratamento, geralmente é o rosto, e utilizar cremes tópicos pós-peelings e utilizar também as medicações que normalmente são indicadas por médicos, normalmente antivirais.
Assim como no ácido retinóico o tratamento é contra indicado para fototipos altos, peles mais escuras (negras), com ferimentos, herpes ativo e pacientes gestantes.
2.3 Peeling químico com ácido Salicilico
O tratamento com esse ácido é normalmente indicado para tratar pele oleosa e acnéica, bem como para tratar seqüelas da acne leve e manchas superficiais, no caso do melasma para tratar o melasma epidérmico.
O peeling necessita de uma preparação pré-peeling, assim como os outros, antes do procedimento ser realizado na clínica. Devem ser utilizados cremes tópicos pré-peelings a base de ácidos indicados pelo especialista. Essa técnica pode ser combinada com o peeling cristal, usado para tratar de cicatrizes e estrias, por microdermoabrasão, técnica de peeling mecânico, ou peeling de diamante a fim de preparar a pele antes da aplicação do ácido.
A aplicação desses peelings é apenas superficial, usando concentração de ácido de 30%, e deve ser realizada apenas por médicos nas clínicas. A aplicação da solução química é realizada após a limpeza da área e geralmente deixa-se a solução agir por um tempo de 5 a 10 minutos e logo depois ele é neutralizado com água. A pele ficará avermelhada e extremamente sensível e descamará do segundo ao quinto dia. Igualmente ao tratamento com ácido glicólico o paciente deverá utilizar fotoprotetores pelo menos três vezes ao dia e respeitar o uso dos medicamentos posteriormente indicados pelos médicos. Esse tipo de procedimento trata com eficácia o melasma epidérmico em um intervalo de 3 a 6 sessões.
3. Peeling de Diamante
O peeling de diamante é utilizado como um microdermoabrasador, técnica que promove esfoliação na pele estimulando a renovação da epiderme, ou seja, é uma técnica mecânica de remoção das manchas do melasma epidérmico do rosto. Essa técnica promove a melhora na circulação sanguínea superficial, estimula a formação de colágeno e elastina além da remoção das células excessivas de melanina na pele causadas pelo melasma.
O diferencial dessa técnica para as que utilizam ácidos é que essa não deixa a pele avermelhada, pois a remoção da camada superficial da pele é feita com um aparelho que possui uma ponteira com diamantes na ponta e essa ponteira pode ter vários tamanho agindo assim na epiderme e também na derme. É um método semelhante ao peeling cristal o tratamento mais aprofundado é recomendado para estimulação da produção de colágeno e elatina.
É uma técnica interessante e aparentemente melhor do que as realizadas com os ácidos, no entanto, ela só é recomendada para tratar o melasma epidérmico utilizando a técnica mecânica de remoção da camada epidérmica.
Os tratamentos com peeling são uma alternativa mais indicada do que os lasers, pois existe conhecimento sobre os resultados em longo prazo e a quantidade de pacientes com efeitos reboot é quase nula, tornando-se assim uma alternativa mais viável do que os tratamentos a laser. No entanto, as técnicas com peeling são mais propensas a dor, utilizando em alguns casos anestesia e sedativos, esse é um ponto contra a utilização dessa técnica, pois nos casos de tratamento de derme inabilita o paciente por um tempo longo e a recuperação é lenta.
Logo, vale da consciência de cada paciente realizar esse tratamento e da recomendação de cada médico para realizar os procedimentos. São procedimentos que trazem nova vida a pele ao custo acessível para quem trata do melasma epidérmico, aos que tratam do melasma dérmico sofrerão mais com os peelings e levarão mais tempo para se reabilitar e tomar um sol.
Os tratamentos químicos e a lasers utilizados em clínicas estéticas são recomendados apenas se o melasma não sair com os métodos tradicionais, pois esses agridem mais a pele e algumas vezes até agravam o quadro do paciente. Além disso, o efeito reboot, causado geralmente com o uso de lasers, é um agravante para o tratamento e controle do melasma e para o bolso do paciente que terá que desembolsar certa quantia de dinheiro para alternar para um tratamento que amenize o melasma e o controle.
Os tratamentos de peelings são uma alternativa arriscada para os pacientes de melasma por causa de a pele ficar mais exposta aos efeitos dos raios UVs e podendo agravar seriamente os quadros do melasma e causar queimaduras graves na pele. Além do tratamento do melasma dérmico e misto com essa técnica apresentar uma limitação a vida do paciente, não deve se expuser ao sol no tempo de um mês a dois meses, ele ainda causa muita dor durante a sessão e pós-peeling além de deixar o rosto fora do seu tom de pele, textura e aparência normal por muito tempo, chegando até 15 dias.
A questão dos tratamentos realizados em clínicas é que eles têm um efeito excepcionalmente agradável aos pacientes do melasma, porém, ou não se tem estudos que comprovam que o não causa danos ou agrava o melasma em longo prazo ou machuca muito o paciente e limita sua vida fazendo que ele viva afastando do contato direto com o Sol por um longo tempo.
⇨Conheça os tratamentos naturais para o Melasma





